/5 min de leitura

Quanto custa, de verdade, gerar um mês de posts

A conta aberta de um mês de conteúdo: texto, imagem e vídeo, cada um com uma ordem de grandeza muito diferente. E por que a linha do vídeo é a única que importa.

Antes de tudo

Preço de fornecedor de IA muda com frequência, e qualquer número escrito aqui envelhece. Este texto ensina a fazer a conta e mostra as ordens de grandeza entre os três tipos de geração. Antes de decidir qualquer coisa com base nele, abra a página de preços do seu fornecedor e substitua os valores.

O mês que vamos orçar

Vamos usar um mês realista para um negócio pequeno que leva a sério a própria presença: 20 peças, distribuídas assim:

  • 12 posts de imagem única, com legenda
  • 4 carrosséis de 5 cartões, com legenda
  • 4 reels de 8 segundos, com legenda e roteiro

É mais ou menos uma peça por dia útil. Muita gente publica menos; quase ninguém aguenta publicar mais sem uma máquina por trás.

Linha 1 — o texto é ruído no orçamento

Texto é a geração mais barata que existe, e por uma margem que costuma surpreender quem nunca fez a conta.

Uma legenda pronta tem, digamos, 120 palavras. O prompt que a gera não é só a instrução: ele carrega o kit de marca — personas, tom de voz, termos proibidos, a oferta com preço e link, o aviso de compliance. Um prompt bem montado desses fica entre 800 e 2.000 tokens. A resposta, uns 300.

Vinte peças, com roteiro de reel e variações, dão algo entre 40 e 60 chamadas de texto no mês. Multiplicando por qualquer modelo de texto de custo médio da geração atual, isso fica na casa de centavos de dólar a poucos dólares no mês inteiro — e os modelos mais baratos derrubam esse número em uma ordem de grandeza.

Conclusão prática: não vale otimizar a linha do texto. Se alguém te oferece economia mudando o modelo de texto, a economia é real e é irrelevante. Use o modelo que escreve melhor no seu idioma.

Linha 2 — imagem é o meio-termo

Imagem gerada por modelo custa por peça, não por token, e o preço varia com resolução e qualidade. A ordem de grandeza é de alguns centavos a algumas dezenas de centavos por imagem, dependendo do fornecedor e do nível escolhido.

No nosso mês: 12 posts de imagem única mais 4 carrosséis de 5 cartões dão 32 imagens. Se cada carrossel exigir duas tentativas em metade dos cartões — e vai exigir —, some mais 10. Uns 42 renders.

Aqui aparece a primeira decisão que economiza dinheiro de verdade, e ela não é sobre preço: parte dessas imagens não deveria vir de um modelo de imagem.

Cartão de carrossel com título, número e uma frase; card de oferta com preço e CTA; card de dica com texto grande — tudo isso é tipografia sobre fundo. Modelo de imagem erra texto, e você paga a tentativa errada igual. Um template renderizado resolve esses casos por um custo de geração que é, literalmente, zero: é HTML virando PNG num navegador headless.

Refazendo a conta com essa separação: 12 imagens de cena vêm do modelo, 20 cartões de carrossel saem de template. A linha da imagem cai para menos da metade, e a qualidade sobe — porque o texto sai certo.

Linha 3 — o vídeo é o orçamento

Aqui está a linha que decide tudo. Vídeo gerado custa por segundo, e a diferença entre fornecedores e níveis de qualidade é enorme — de poucos centavos por segundo a vários dólares por segundo, para os modelos de ponta.

Quatro reels de 8 segundos são 32 segundos de vídeo. Parece pouco. Mas:

  • Reel raramente sai na primeira tentativa. Conte duas a três tomadas por peça.
  • Isso vira 64 a 96 segundos gerados para 32 segundos publicados.

Com um modelo barato, isso é um jantar. Com um modelo de ponta, é mais que a assinatura de qualquer ferramenta desta categoria. A mesma quantidade de conteúdo, com uma variação de duas ordens de grandeza no custo — e a variável é uma escolha que, na maioria das ferramentas, você não faz.

O que a conta revela

Somando as três linhas, o desenho é sempre o mesmo, quase independente dos preços do momento:

  • Texto: perto de zero. Ignore.
  • Imagem: pequeno, e cai pela metade quando você usa template no que é tipografia.
  • Vídeo: tudo o resto. Praticamente o orçamento inteiro.

Isso muda o que significa "controlar o custo". Não é escolher a ferramenta mais barata: é poder escolher o modelo de vídeo, e poder trocá-lo quando a conta apertar ou quando um fornecedor lançar algo melhor pela metade do preço. Quem não escolhe o modelo de vídeo não controla o custo do conteúdo — controla só a assinatura.

Duas armadilhas que aparecem depois

Regerar não deveria apagar. Se cada nova tentativa sobrescreve a anterior, você paga de novo para comparar. Guardar as tomadas anteriores — o EverFeed guarda até dez — transforma comparação em coisa grátis. Cortar um vídeo também não deveria sobrescrever o original, pelo mesmo motivo.

Refazer tudo quando só uma etapa está ruim. Se a legenda ficou ótima e a imagem não, refazer a peça inteira paga o texto de novo sem necessidade. É por isso que o pipeline do EverFeed tem uma linha por etapa, com a possibilidade de travar as boas: a etapa travada sobrevive a qualquer regeração.

Assinatura que inclui geração × assinatura mais a sua chave

Com a conta acima na mão, dá para comparar os dois modelos comerciais de forma honesta.

Assinatura que inclui geração tem uma vantagem real: previsibilidade. Você paga um número fixo e não pensa mais nisso. E tem duas desvantagens: o preço embute margem sobre um custo que você não vê, e o teto de uso costuma chegar exatamente no mês em que você mais precisa publicar.

Assinatura mais a sua chave inverte: a mensalidade é menor e previsível, o custo de geração é variável e visível. Num mês fraco você gasta menos de verdade. Num mês forte você gasta mais — mas vê exatamente em quê, e pode trocar o modelo de vídeo por um mais barato sem trocar de ferramenta.

Para a maioria dos negócios pequenos que testamos, o segundo desenho sai mais barato porque a linha do vídeo — a que domina a conta — passa a ser uma escolha. E porque as tentativas erradas passam a ter um preço que você conhece, o que muda o comportamento: gente que vê o custo por tomada aprende a escrever prompt melhor bem rápido.

Como fazer a sua própria conta em dez minutos

  1. Escreva quantas peças de cada tipo você publica por mês. Seja honesto, não otimista.
  2. Multiplique vídeos por 2,5 — é a taxa de tentativa realista.
  3. Abra a página de preços do fornecedor que você usaria para vídeo e multiplique pelos segundos totais.
  4. Faça o mesmo para imagem, lembrando de tirar da conta tudo que é tipografia e pode virar template.
  5. Some dez dólares para o texto e siga em frente — vai sobrar troco.

O número que sair dessa conta é o seu custo real de conteúdo. Compare com o que você paga hoje. Se você não conseguir fazer o passo 3 porque não sabe qual modelo a sua ferramenta usa, isso também é uma resposta.

Escreva a sua marca uma vez.

Com a sua chave, essa conta chega discriminada na fatura do fornecedor — e o EverFeed não cobra nada por cima dela.

Ver os dois caminhos